Sou Jessica Andrade, idealizadora do Mulheres em Movimento.
Durante muito tempo, como muitas mulheres, vivi acreditando que precisava dar conta de tudo. Trabalhei, empreendi, enfrentei desafios, conquistas, perdas e também momentos em que precisei parar para entender que nenhuma realização faz sentido quando a nossa saúde e o nosso emocional ficam pelo caminho.
Passei por fases difíceis. Enfrentei ansiedade, depressão e vivi momentos em que a dor emocional refletiu diretamente na minha saúde física. Hoje convivo com gastrite crônica, esofagite, intolerâncias alimentares e outros desafios que me lembram, todos os dias, que corpo, mente e emoções caminham juntos.
Foi durante essa busca pela minha própria cura que nasceu o Mulheres em Movimento.
Muitas pessoas imaginam que criei esse movimento porque encontrei todas as respostas. A verdade é justamente o contrário.
Eu também preciso do Mulheres em Movimento.
Continuo aprendendo, me reconstruindo e buscando equilíbrio em áreas da minha vida que ainda precisam de cuidado. Por isso, este projeto não foi criado para que eu ensinasse mulheres a viver. Ele foi criado para que nós pudéssemos caminhar juntas.
Acredito que toda mulher merece parar por algumas horas e lembrar que ela também importa.
Seja a mulher que trabalha como CLT e vive uma rotina intensa, a empreendedora que carrega o peso do próprio negócio, a profissional bem-sucedida que quase nunca encontra tempo para si ou aquela que simplesmente sente que precisa recomeçar.
O Mulheres em Movimento nasceu para incentivar mulheres a saírem da rotina, viverem experiências, cuidarem da saúde física e emocional, ouvirem profissionais qualificados, aprenderem sobre diferentes áreas da vida e criarem conexões verdadeiras.
Também acredito que o empreendedorismo pode transformar vidas, não porque seja o único caminho, mas porque pode oferecer liberdade e novas possibilidades para muitas mulheres. Quero que cada participante conheça essas possibilidades e escolha o caminho que fizer sentido para sua própria história.
Em cada encontro, reunimos especialistas de diferentes áreas para compartilhar conhecimento, porque acredito que aprender também é uma forma de autocuidado.
Meu papel não é ter todas as respostas.
É criar um lugar onde perguntas possam ser feitas, histórias possam ser compartilhadas e mulheres possam descobrir que não precisam enfrentar a vida sozinhas.
Se hoje idealizo esse movimento, é porque continuo precisando dele.
E talvez seja exatamente isso que nos conecte.
Há um lugar à mesa esperando por você. E eu estarei lá, aprendendo também.